Mente, cérebro … e alma?

17 out

O espiritismo é uma religião diferente das outras por afirmar, desde sua fundação, que suas alegações podem ser confirmadas cientificamente. Mas, como em todas as outras religiões, o fato que estas alegações são repetidamente desprovadas não abala em nada a fé dos seus seguidores. Eles simplesmente fazem novas alegações ou distorcem a realidade para que  se encaixe nas suas crenças. Esse processo interminável de auto-confirmação eventualmente produz distorções tão sofisticadas que chegam a ser interessantes. Um bom exemplo é Alexander Moreira de Almeida.

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Demonstração da existência de espíritos. Farsa cômica, foi endossada pelo líder espírita Chico Xavier. A própria médium envolvida acabou confessando mas a crença no espiritismo segue forte, agora também no sofisticado mundo acadêmico.

Professor de Psiquiatria na Universidade Federal de Juíz de Fora, apresenta-se como um investigador imparcial e desinteressado. Até o nome do seu grupo, o Núcleo de Pesquisa em Espiritualidade e Saúde, parece inocente o suficiente – espiritualidade não tem necessariamente conotação religiosa. Porém seus tópicos preferidos são quase sempre temas vinculados ao espiritismo. Suas investigações (a maioria publlicadas na Revista de Psiquiatria Clínica onde ele também faz parte do corpo editorial) apresentam uma conveniente tendência em favor das alegações espíritas. Em 2012, um de seus estudos conseguiu atrair a atenção da blogosfera cética internacional, por sugerir que as imagens cerebrais de médiuns durante psicografia eram consistentes com a hipótese de que eles realmente estavam canalizando espíritos.

Eu poderia discorrer sobre a questionável presença desta tão evidente propaganda pró-religiosa em uma universidade federal e o consequente desperdício de dinheiro público, mas não vou. Ao invés disso, vejamos este belo e sofisticado exemplo de sua capacidade de distorção:

Proferida durante um encontro da Associação Médico-Espírita de São Paulo, uma organização que tem como objetivo promover

[…] estudos e pesquisas que comprovem o Paradigma Espírita – entre outros princípios, a sobrevivência da alma, a comunicabilidade entre espíritos, a reencarnação, a constituição do ser humano em corpo físico, corpos sutis e espírito – demonstrando sua contribuição para o progresso da Ciência e da Medicina como um todo, dada a importância de que se revestem, evidenciando o caráter bio-psico-sócio-espiritual de cada individualidade.

A palestra condensa tantas distorções que levaria até minha terceira encarnação para desfazer. Vejamos só os primeiros 7 minutos. Tudo começa com Alexander anunciando que irá falar sobre as barreiras ao avanço das pesquisas em espiritualidade. Segundo ele, a primeira destas barreiras é o “cientificismo materialista”, isto é, a ideia de que “o universo é composto apenas de matéria”, “que toda e qualquer explicação deve necessariamente ser reduzida a aspectos materiais” e que “a ciência demonstrou que só existe matéria no universo”. Outro grande equívoco, segundo ele, é afirmar que “é um fato científico que o cérebro gera a mente, a neurociência prova que o cérebro gera a mente, que é o cérebro que decide”. Ele dedica os próximos minutos a explicar que, apesar da grande prevalência destas ideias entre cientistas e profissionais da saúde, elas são apenas pressupostos metafísicos e não resultados apoiados em evidências, e que é portanto perfeitamente válido basear-se em pressupostos diferentes (ex. existe algo além de matéria no universo, mente e consciência são imateriais/espirituais) e ver até onde eles nos levam.

Caso não seja imediatamente óbvio que esta não é uma descrição justa do consenso científico atual, será necessário fazermos um pequeno detour pelo estranho porém fascinante campo da filosofia da mente. Grande parte da opinião popular sobre mente e cérebro é herança das ideias de René Descartes:

No século XVII, Descartes e Galileu fizeram uma distinção precisa entre a realidade física descrita pela ciência e a realidade mental da alma, considerada por eles como estando fora do escopo da pesquisa científica. Este dualismo entre a mente consciente e a matéria inconsciente foi útil para a pesquisa científica da época, até porque ajudou a afastar a autoridade dos religiosos sobre os cientistas e porque o mundo físico poderia ser matematicamente tratado de uma forma na qual a mente não parecia se prestar (Searle, 1998).

Descartes acreditava que o corpo (incluindo o cérebro) era como uma máquina, extremamente complexa mas perfeitamente mecânica, e que quem ditava as ordens era a alma imaterial, que se comunicava com o corpo por via da glândula pineal. Hoje em dia esse “dualismo cartesiano não é levado muito a sério por nenhuma corrente principal nem da neurociência nem da filosofia” (Churchland e Sejnowsy, 1992). Ora bolas, e por que não? O que há de errado nisso? Não seria puro preconceito ideológico excluir uma hipótese que parece tão boa quanto as outras? Seria, mas o caso é que esta hipótese, levantada 400 anos atrás, já não parece mais tão boa assim:

No estado atual de evolução da ciência, parece altamente provável que processos psicológicos são de fato processos do cérebro físico, não, como Descartes concluiu, processos de uma alma ou mente não-física. […] É suficiente observar que a hipótese Cartesiana falha em ser coerente com o estado atual do conhecimento em física, química, biologia evolutiva, biologia molecular, embriologia, imunologia, e neurociência (Churchland e Sejnowsky, 1992).

OK, tudo bem que essa história de alma não encontrou muito suporte em evidências, mas precisa ignorar completamente? Não, mas assim como teoricamente não ignoramos completamente a possibilidade da existência do Pé-grande, na prática as evidências são tão minúsculas que quase ninguém leva isso a sério.

Para ser exato, o materialismo não é um fato estabelecido, da mesma maneira que a estrutura helicoidal de quatro bases do DNA, por exemplo, é um fato estabelecido. É possível, portanto, que a despeito das evidências atuais, o dualismo possa ser verdadeiro. Apesar da remota possibilidade que novas descobertas venham a sustentar Descartes, o materialismo, como a evolução Darwiniana, é a mais provável hipótese de trabalho (Churchland e Sejnowsky, 1992).

Mas tal dualismo se tornou um obstáculo para o século XX, já que parece situar a consciência e outros fenômenos mentais fora do mundo físico ordinário e, por conseguinte, fora do domínio da ciência natural. No meu ponto de vista, temos de abandonar o dualismo e começar do pressuposto de que a consciência é um fenômeno biológico trivial comparável ao crescimento, à digestão ou à secreção da bílis (Searle, 1998).

Esta nova ciência da mente baseia-se no princípio de que a nossa mente e o nosso cérebro são inseparáveis. O cérebro é um órgão biológico complexo que possui imensa capacidade computacional: constrói a nossa experiência sensorial, regula nossos pensamentos e emoções, e controla as nossas ações. É responsável não só por comportamentos motores relativamente simples como correr e comer, mas também por atos complexos que consideramos essencialmente humanos, como pensar, falar e criar obras de arte. Visto desta perspectiva, nossa mente é um conjunto de operações realizadas pelo nosso cérebro (Eric Kandel).

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“Estou caminhando lá fora ao sol!!” Hipótese da Matrix ou cérebro em uma jarra.

É evidente, portanto, que tanto cientistas quanto filósofos não afirmam categoricamente que o materialismo é um fato completamente estabelecido. Por outro lado, a neurociência vem cada vez mais acumulando evidências de que é o cérebro que causa a mente ou de que a mente emerge do cérebro, tornando o conceito de alma supérfluo. Mesmo entre as posições mais controversas em filosofia da mente, é muito difícil encontrar alguém que descarte o cérebro como causa da mente, e que sustente em lugar a existência da alma. Roger Penrose, famoso pelo seu argumento contra a possibilidade do desenvolvimento de máquinas realmente inteligentes, se distancia de posições não-materiais: “Estou de preferência sugerindo que não existem flutuando por aí objetos mentais que não se baseiam na fisicalidade” (Penrose, 1997). David Chalmers é um filósofo que explora seriamente a hipótese da Matrix, ou seja, que estaríamos vivendo em uma gigantesca simulação computacional. Embora nesta situação o cérebro seja irrelevante, a mente ainda assim não teria nada que ver com alma ou espírito, e sim com o computador ultra-avançado onde nossa simulação estaria rodando. Há contudo o caso do falecido neurobiólogo John Eccles, que sustentava algo parecido com o dualismo cartesiano e acreditava que “Deus incorpora a alma ao feto em gestação na idade de três semanas” (Searle, 1998).

Além das evidências em contrário e da falta de coerência com o resto do conhecimento científico estabelecido, há também muitos problemas com o conceito de alma. QualiaSoup faz uma análise audio-visual detalhada desses problemas, logo não vou repetí-la, mas considere por um momento estas questões que ele levanta: Por que uma entidade imaterial (alma) poderia pensar e o cérebro não? De que maneira algo imaterial pode se relacionar com a matéria? Como poderia algo sem qualquer parte física até mesmo existir?

Suspeito fortemente que Alexander continuará distorcendo os fatos com suas tentativas de comprovação do espiritismo. Só nos resta esperar que suas próximas distorções sejam ainda mais elaboradas que essa. Assim pelo menos nunca faltarão tópicos na nossa pauta cética.

Referências

O Mistério da Consciência. John R. Searle, 1998.

The Computational Brain. Patricia Churchland, Terrence Sejnowsky, 1992.

O Grande, o Pequeno e a Mente Humana. Roger Penrose, 1997.

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22 Respostas to “Mente, cérebro … e alma?”

  1. Dr. Nicolas P. R. Ramaux 17/10/2013 às 09:52 #

    Gostei muito desse texto. Parabéns.

    Acho que mais precisamente que a “mente”, são os fenômenos da consciência, das emoções, e também os mecanismos mentais inconscientes que estão aqui em pauta. Para todos esses mecanismos cognitivos, as neurociências e a psicologia científica (entre outras disciplinas) acumulam cada vez mais conhecimentos (comprovados, testáveis, reproduzíveis, etc.). E todo esse saber é produzido sem postular em nenhuma alma, mas sim aplicando um método científico que podemos chamar de “materialismo científico”. Quais outros conhecimentos objetivos foram produzidos por outras abordagens? Nenhum!
    Agora, é preciso explicar bem o que é esse “materialismo científico” para se precaver de distorções desonestas que reduzem isso a um “cientismo” para o qual somente existiria matéria, etc como você ilustrou bem nesse texto… Acho que vou escrever meu próximo post sobre o materialismo científico!

    Abraço.

    • André Luzardo 17/10/2013 às 11:33 #

      Obrigado Nicolas! Escreve mesmo, essa área é uma fonte interminável de distorções.

  2. Jonathan Batista 18/10/2013 às 12:19 #

    André, gostei bastante do texto.
    Uma vez folheei um livro espírita e tinha uma figura de um ímã com o campo magnético ao lado de ser humano e um possível campo espiritual. Era quase uma relação direta do tipo Se X é verdade então Y também é. Argumento lógico bem falho.

    Gostaria de acrescentar um ponto que considero interessante:
    – Resumo de ciência: Método de experimentação do mundo que procura explicações físicas para fenômenos físicos.
    – Resumo de religião: Método de experimentação do mundo que procura explicações não-físicas para fenômenos físicos.

    Assim a diferença entre ciência e religião é basicamente uma diferença de crença.

    Quando você diz que:
    ” neurociência vem cada vez mais acumulando evidências de que é o cérebro que causa a mente ou de que a mente emerge do cérebro, tornando o conceito de alma supérfluo”

    Você parte da crença que:
    “Esta nova ciência da mente baseia-se no princípio de que a nossa mente e o nosso cérebro são inseparáveis. O cérebro é um órgão biológico complexo que possui imensa capacidade computacional: constrói a nossa experiência sensorial, regula nossos pensamentos e emoções, e controla as nossas ações.”

    Contudo quando alguém da religião diz que mente e cérebro são coisas distintas ele fala isso com base em outras crenças. Não estou aqui para julgar as crenças. apenas para dizer que as crenças que utilizamos vão necessariamente conduzir a resultados dentro da nossa crença.

    Novamente, não quero defender o pressuposto religioso, muito menos suas conclusões. Apenas estou tentando expor que a pesquisa científica não é isenta de tendências e limitações. É que nem jornal: Não existe notícia que não seja tendenciosa, o próprio fato do autor escrever já influencia o texto, que fica impregnado das crenças advindas do autor. Jornalistas bons poem menos, outro mais.Mas o jornalismo sempre terá suas limitações, sempre será uma representação da realidade.

    O que acha disso tudo?

    Seguimos conversando.

    Forte abraço!

    • André Luzardo 18/10/2013 às 14:21 #

      Oi John, esse visão das coisas é basicamente o que prega o relativismo no campo da epistemologia. Eu não concordo com essa posição. A verdade é só uma. A ciência é o único método que conhecemos de se aproximar da verdade. E isso não é preconceito contra a religião ou qualquer outro método, pois se o método religioso conseguisse de fato alcançar alguma verdade, a ciência o incorporaria entre seus métodos com todo prazer. Mas não consegue.

      • Guilherme Araujo 16/12/2013 às 21:33 #

        Na verdade disse Kardec, ““Se algum dia a ciência provar que o Espiritismo, está errado em determinado ponto, abandone este ponto, e fique com a ciência.” ”
        Quem faz isso que tu falas, são os que tomaram o espiritismo como religião, e não filosofia.

      • Richard Gomes 17/12/2013 às 02:05 #

        @Guilherme Araujo: O Espiritismo é uma doutrina com 3 pilares: Religiâo, Filosofia e Ciência, sendo que o pilar da Religião é o mais acessível à grande maioria dos seguidores.

        Há um grande problema: Religião e Ciência são intrinsecamente conflitantes. No momento, a grande maioria dos seguidores preocupa-se quase que exclusivamente com o pilar da Religião. Eu nunca conheci ninguém que tivesse qualquer conhecimento relevante em Filosofia e/ou Ciência. Suponha que algum dia a coisa mude de figura, que a maioria considere mais Filosofia e Ciẽncia que Religião… neste caso, as falácias lógicas e falhas cientificas seriam entendidas e derrubariam o pilar da Religião por completo.

        O Espiritismo utiliza-se de argumento cosmológicos, inteligent design e tantos outros que são sabidamente falsos. São falhos cientificamente e filosoficamente. Há muitas e muitas coisas erradas.

        O Livro dos Espíritos, por exemplo, que é um livro essencial do Espiritismo, está repleto de falácias e argumentos sem qualquer suporte filosófico (Lógica) e/ou científico (escolha o ramo da Ciência que quiser).

        O Evangelho segundo o Espiritismo também é derrubado, porque baseia-se nos evangelhos do Novo Testamento, que são considerados não-autênticos em sua maioria. Somente uma carta de Paulo é realmente atribuida historicamente a Paulo. Todo o restante foi produzido entre 50 e 150 anos depois que Jesus morreu, escrito por seguidores (obviamente tendenciosos) que somente “ouviram dizer” as estórias. A passagem do Jardim Getsemani, por exemplo, é sabidamente balela: nunca aconteceu.

        Todo o trabalho que basear-se nestas duas fontes vai também por água abaixo. As obras de Chico Xavier vão por água abaixo em sua grande maioria, ou por basearem-se nas obras acima ou por tornarem a apresentar argumentos que se quebram frente à filosofia e ciência.

        E a lista segue. As obras “científicas” que temos hoje são em sua grande maioria
        1. meramente fraude/plágio produzido pela dupla Chico Xavier – Waldo Vieira ou
        2. pseudo-ciência produzido por outros, tais como o “Psi Quantico” de Hernani Andrade.

        Calcado em cima do Espiritismo está a “Conscienciologia” inventada por Waldo Vieira (sim, ele de novo!), que é outra pseudo-ciência repleta de palavras rebuscadas inventadas por Waldo Vieira, que tem pouco ou nenhum significado objetivo.

        Os seguidores de Waldo Vieira tem baixissimo sucesso em conseguir “projeção astral”, o que não é surpresa! Quem consegue, temo informar que provavelmente tratem-se de esquizofrênicos. Os que não são, provavelmente conseguiram desligar o lado esquerdo do cérebro através de meditação, o que deixaria prevalecer os devaneios produzidos pelo lado direito do cérebro. Este processo é normal e bem conhecido. Em outras palavras: há explicações científicas para o projecionismo, explicações que não requerem existência de dimensões extras, nem cidades imateriais, nem cidadãos imateriais.

        Enfim, sobra pouca coisa.

        Concluindo, se algum dia o Espiritismo resolver contemplar os pilares da Filosofia e Ciência, a doutrina praticamente desaparece, porque teria de se modificar a ponto de tornar-se algo totalmente diferente.

      • Guilherme Araujo 17/12/2013 às 19:16 #

        Boa noite Richard.
        Logo quando postou esse artigo, tinha escrito um texto, até grande, não foi aceito, minhas considerações ficaram por lá.
        Em nenhum lugar da doutrina espírita, encontrará que é uma religião, pelo contrário, encontrará que não o é. O que fizeram depois, com os sincretismo e mistificações, é uma outra história, assim o chico, waldo…que jamais, podem ser considerados espíritas, pois sequer seguiam qualquer método de controle e da razão, só usurparam o nome.
        O restante, ficou nas minhas considerações iniciais que não foram aceitas e no ctrl+c ctrl+v que fez nessa exposição.
        “A ignorância dos princípios fundamentais é a causa das falsas apreciações da maioria daqueles que querem julgar o que não compreen­dem, ou que se baseiam em ideias preconcebidas.”(Allan Kardec, diálogo com o padre, O que é o Espiritismo)
        Abraço

      • Richard Gomes 17/12/2013 às 22:24 #

        Prezado Guilherme Araujo,

        Nasci numa familia espírita e fui educado em colégio católico. Minha mãe é “médium” e fez os “cursos de médium” para que “desenvolvesse”. Desde muito cedo presenciei sessões espiritas. Desde muito cedo convivi com os conflitos filosóficos entre Catolicismo e Espiritismo. Tive educação espírita primeiramente com minha mãe e, “mais recentemente” atendendo diversas sessões doutrinárias e de estudo da “filosofia” e da “ciência espirita”.

        Portanto, não sou leigo no assunto. Espiritismo é doutrina. Espiritismo é sim suportado pelos pilares: Religião, Filosofia e Ciência. Você vai escutar isso no primeiro curso de iniciação ao Espiritismo que você fizer.

        Como “Espiritismo Ciência”, pouco ou nenhum conteudo científico vejo nos livros essenciais. Vejamos o caso do Livro dos Espiritos:

        O conteudo científico que podemos encontrar no Livro dos Espíritos já era conhecido na época de sua autoria. Não acho que Allan Kardec tivesse escrito ou ouvisto dos supostos “mentores espirituais” qualquer coisa que ele já não soubesse. Hippolyte Léon Donizard Rivail (conhecido por Allan Kardec) era um homem de cultura relativamente bastante sofisticada para a época.

        Analisando o Livro dos Espíritos com cuidado, podemos detectar diversas falácias lógica/filosófica/científicas tais como:

        * conjetura cosmológica: para tudo há uma causa, exceto Deus, que é causador sem causa / nada pode ser criado no “nada”. Por mais estranho que possa parecer… sim, há “coisas” que “aparecem do nada”.

        * “intelligent design”: a complexidade da vida só pode ser explicada por um “arquiteto do Universo”, uma “inteligência” que tudo tenha projetado ou influido para sua ocorrência. A segunda lei da termodinâmica corroboraria esta conjectura. Este argumento não tem sustentação científica e os exemplos providos são basicamente falácias.

        * apelos emocional, moral e à ignorancia : Estas são falácias, basicamente quando você não tem nada melhor para suportar sua posição.

        Em tempo: o “Evangelho segundo o Espiritismo” corrobora o Evangelho católico, portanto, corrobora “milagres”.
        Milagre significa “suspensão das leis da Natureza sob a vontade de Deus”. Não existe essa coisa de “suspensão das Leis da Natureza”. O que há é ignorancia a respeito das Leis da Natureza envolvidas no suposto “milagre”. Milagres não existem. Ponto.

        Posso falar longamente destes itens acima, apresentando os motivos pelos quais eu rejeito a todos eles, mas não posso me extender muito agora. Cada um destes assuntos daria duas páginas. Então, vou ficando por aqui.

        Concluo dizendo que cheguei à conclusão de que o Espiritismo é meramente mais uma seita supersticiosa, que pretenciosamente apela para Filosofia e Ciência mas que, de verdade, não passa de uma Religião que pratica pseudo-filosofia e pseudo-ciência.

  3. Isis Cavalcante 19/10/2013 às 10:51 #

    Gostaria de deixar meu recado aqui… O respeito é moral de qualquer ser humano. E esse vínculo moral não está sendo exercido no texto acima. Distorção ou não, suas palavras já cometem um grande equívoco quando dizem que o espiritismo é uma religião. O espiritismo na verdade, é uma doutrina. Doutrina essa que tem seus estudos apoiados sim em comprovações científicas de fé e de energia. Porém, não estou aqui para discutir isso, afinal o senhor tem a sua opinião e é meu dever respeitá-la. Gostaria de pedir encarecidamente que tenha embasamento sobre essa doutrina, para então argumentar sobre a mesma.

    • André Luzardo 19/10/2013 às 11:38 #

      Isis Cavalcante, o espiritismo pode ser considerado doutrina sim, mas não acho que isso mude coisa alguma. Porém apoiado em comprovações científicas o espiritismo certamente não é. Fé é justamente o oposto. Fé é acreditar em algo SEM evidências.

      • Dalton Telli 07/01/2016 às 21:50 #

        Caro André Luzardo – Respeitosamente; as suas críticas ao Dr.Alexander Moreira Almeida lembram bem as críticas da Igreja ao heliocentrismo de Copérnico ou a caça às bruxas e magos da idade média. Se não estivéssemos no século XXI talvez os céticos fariam tudo para queimar os espiritualistas nas praças públicas sob título de hereges. Vocês, céticos, criticam o espiritualismo a priori, isto é, sem sequer estudar muito bem a história dessa maravilhosa e reveladora filosofia, doutrina e dos fenômenos fartamente comprovados e hoje entendidos pelos estudiosos espiritualistas como naturais. Nenhum estudante acadêmico, pesquisador científico, cientista, mestre ou doutor deve, em respeito a liberdade de pensamento e ao completo desapego de qualquer preconceito cristalizado na e pela academia, criticar novas ideias, filosofias ou doutrinas sem conhecimento do assunto, até porque seria colocar-se contra os preceitos científicos básicos de abertura de espaço para novas ideias à serem estudadas, que geram evoluções, mudanças e surgimento de novas teses e melhorias para o bem da humanidade.
        Naturalmente,todos os grandes cientistas da história sofreram muito com críticas do tipo das suas nos primeiros momentos das grandes descobertas científicas. Você só esta repetindo esta parte ruim da evolução da consciência, exatamente como sempre acontece e continuará acontecendo por puro preconceito. Sugiro a você e a todos os céticos que leiam muito, mas muito mesmo sobre o assunto espiritualidade, fenômenos ditos “espíritas” e mediunidade (fenômeno orgânico e natural que ocorre com algumas pessoas) antes de pronunciarem qualquer juízo, sob pena de parecerem ridículos e, principalmente, muito mal informados e preconceituosos.
        No nível que estão as pesquisas sobre a mediunidade é muito arriscado criticar sem conhecimento.Já sugeri em outras oportunidades, mas percebo a necessidade de repetir, que leiam atentamente, não antes de se despirem dos preconceitos céticos, a obra do médico e escritor Dr.Arthur Conan Doily, só por aperitivo, onde vocês poderão encontrar detalhes das mais importantes pesquisas sobre fenômenos também ditos psíquicos da segunda metade do século XIX. Trabalho rigorosíssimo no aspecto da verdade, com inúmeros relatos detalhados de fatos (não teorias) e com os nomes de todos os cientistas que presenciaram tais fenômenos rigorosamente naturais. Entre eles o cientista francês Charles Richet, professor da Sorbone e cientista com Nobel de fisiologia além de ter descoberto a anafilaxia, Willian Crooks físico e químico inglês descobridor do elemento químico tálio, e para não me alongar numa lista de várias dezenas de outros cientistas, cito Alfred Russel Wallace, nada menos que o parceiro do professor Charles Darwin na produção do livro da Teoria da Evolução das Espécies. Além desse introdutório livro com os fatos, mais que evidencias que você tanto “exige”, poderá estudar em fartíssima literatura os referidos assuntos antes de criticar o assunto com tens feito, inclusive prejudicando vários doutores sérios e bem intencionados, que só querem fazer o bem. Não podemos e nem devemos criticar o que não conhecemos bem. Com relação a sua leviana citação de falta de evidencias no espiritismo tenho a lhe dizer que os fenômenos de mediunidade, se estudados e compreendidos, são a maior evidencia da comunicação entre duas dimensões cósmicas. Você já deve ter ouvido falar em outras dimensões nos estudos dos matemáticos e dos físicos teóricos com certeza, especialmente no seu meio já é um fato comprovado, para não dizer, indiscutível. Podemos falar também da não localização quântica, dos campos morfogenéticos do Dr.Rupert Shedrake por exemplo e centenas de outros fenômenos físicos recentemente descobertos que, sem duvida, brevemente, explicarão muitos fenômenos ditos “espíritas”, mas que são, rigorosamente naturais e não supranormais como os céticos costumam classificar. Não tenho duvida nenhuma que os fenômenos naturais tão falados e ensinados pelos espíritas, serão, no futuro breve, muito bem explicados pela ciência, pela medicina e especialmente pelos físicos, que, à meu ver, estão se transformando, por foça das evidencias encontradas no estudo da matéria (ironicamente) e de seus campos, os nossos mais novos “sacerdotes “ou mesmo “profetas do século XXI”. Eu também era muito cético, assim como você é hoje, porem, depois de pesquisar e estudar o assunto consegui “entender” os fenômenos espiritas, psíquicos ou qualquer outra denominação, já que isso serve apenas para facilitar a comunicação. Sugiro aos céticos o seguinte: Dispam-se dos cristalizados preconceitos adquiridos na academia e dediquem-se ao estudo do assunto que já é de grande interesse no trabalho do físicos, dos astrônomos, dos cosmólogos, dos médicos e de todos os que se dispuserem a se curar da milenar “síndrome da inquisição” e tiverem o sincero e verdadeiro interesse de avançar nos estudos da causa da matéria, da causa do pensamento, da causa da consciência e por consequência, da causa de tudo que existe e dos fenômenos naturais. Para avançar nisso será necessário que você entenda o espiritualismo como filosofia, como ciência ou pelo menos como doutrina, não como religião. Devo esclarecer que Kardec, que foi apenas o organizador do espiritismo, já que era um brilhante escritor e pedagogo, já ensinava que o espiritismo deveria evoluir sempre junto com a ciência. Teria muito para lhe “dizer” mas o espaço é pequeno e esse é apenas o meu primeiro contato com você. Tenho absoluta certeza que, se você, com sua ímpar capacidade intelectual comprovada pelo seu sucesso profissional na matemática, estudar o assunto cautelosa e profundamente, poderá ser um importante cientista para ajudar a desvendar os naturais “mistérios” ainda não bem compreendidos, mas em permanente estudo, da causa espiritualista ou como quiseres classificar. Nós, espiritualistas e espíritas ficaríamos muito contentes com a colaboração de um matemático sem preconceitos de qualquer ordem para estudar cientificamente o nosso Universo, já que Pitágoras sempre nos ensinou que, sob o ponto de vista dos matemáticos o Grande Arquiteto Cósmico é, sem dúvida, O Maior Matemático.

      • André Luzardo 23/02/2016 às 12:16 #

        Caro Dalton, comparar Alexander Moreira Almeida com Galileo é no mínimo ingênuo e no máximo desonesto. Galileo foi perseguido de verdade pelos donos do poder na época, enquanto Alexander tem um cargo vitalício em uma universidade pública. Galileo produziu de fato, suas teorias foram novas e testáveis, enquanto Alexander só reproduz os dogmas que o espiritismo já apregoa desde o século 19. Aliás, interessante você ter citado Arthur Conan Doyle mas ter omitido o seu amigo Harry Houdini, o primeiro mágico cético que desbancou todos os truques dos espíritas da época e com isso ganhou a inimizade de Doyle. Houdini, juntamente com um comitê da Scientific American, ofereceu um prêmio em dinheiro para quem conseguisse demonstrar habilidades mediúnicas de verdade. Ninguém ganhou. Se quiser ler mais sobre isso o livro de Houdini “A Magician Among the Spirits” retrata sua experiência nesse meio.

    • Richard Gomes 23/12/2013 às 15:26 #

      Olá Isis,

      Talvez te interesse a conjectura conhecida por Quantum Mind …
      http://en.wikipedia.org/wiki/Quantum_mind
      … defendida por Roger Penrose
      http://en.wikipedia.org/wiki/Roger_Penrose

      Observe o uso da palavra “conjectura”.

      Eu pessoalmente penso que a conjectura Quantum Mind é tendenciosa, a começar pelo nome, que sugere uma “mente”.

      Em todo caso, este é um exemplo de Ciência que baseia-se em observações da realidade, que primeiro sugerem conjecturas, depois hipóteses e eventualmente teorias (que explicam as observações).

      É incorreto “forçar a barra” com conjecturas baseadas em livros supostamente sagrados e/ou livros supostamente transmitidos por entidades imateriais. Não se faz Ciência desse jeito. Isto é simplesmente dogma.

  4. Carol 19/10/2013 às 13:45 #

    Excelente texto. Percebo que apesar de todo o arcabouço teórico desenvolvido pela ciência, o novo (ok, não é tão novo assim) desafio é a compreensão que fé e suas concepções e o saber científico não se misturam. Vou continuar acompanhando o blog. 🙂

  5. homemsemsobrenome 23/10/2013 às 19:28 #

    Muito bacana o texto, acabei descobrindo esse blog por conta do blogue antigo e também porque sou um viúvo do Dragão na Garagem e sinto muito que ele tenha acabado, de modo que fico muito feliz que vocês mantenham iniciativas como essa que consolam minha perda.

    Você já viu a palestra do Sérgio Felipe de Oliveira sobre a pineal? Ele comete o mesmo tipo de amadorismo filosófico. Estou escrevendo um texto sobre ela atualmente.

    • André Luzardo 23/10/2013 às 21:18 #

      Olá homemsemsobrenome, legal que gostou. Eu já vi partes dessa palestra, mas nunca aguentei até o final. Se quiser publicar seu texto aqui no Blog Cético será bem-vindo.

      • homemsemsobrenome 25/10/2013 às 17:23 #

        Opa, seria um prazer. Assim que terminar eu mando para vocês.

      • homemsemsobrenome 20/11/2013 às 19:39 #

        André, consegui terminar o texto, mas não encontrei o email de vocês para encaminhar. Poderia me passar?

  6. Richard Gomes 16/12/2013 às 19:47 #

    O professor Alexander de Almeira é claramente tendencioso em sua abordagem. Ele parte da conjectura de que existam dimensões adicionais às 4 dimensões de espaço-tempo que conhecemos, e que estas dimensões adicionais são habitadas por “mentes”. Então ele busca provas que corroborem sua conjectura. Essa abordagem é bem diferente da abordagem correta, que seria: encontrar dados que te *levem* a construir conjecturas candidatas a explicar os dados.

    É verdade que, em determinado momento, o cientista tem de construir as conjecturas candidatas, mas isso decorre dos dados obtidos num passo anterior, dados que suportem a validade das conjecturas construidas.

    @Jonathan Batista: não existe no momento nada que necessite de “dimensões adicionais” ou de “mentes exteriores” para explicar os fenômenos ditos psiquicos.

    Sugiro que você utilize o principio conhecido como Occam Razor, que diz que a explicação mais simples é a também a mais correta, provavelmente.

    Existem explicações relativamente simples para os fenômenos psiquicos, que não requerem um universo paralelo inteiro, habitado com “mentes”, organizados em “cidades imateriais” e tantas outras “coisas imateriais”.

    Algumas vezes a explicação é até bem simples, senão óbvia. No caso das “materializações” em Uberaba, por exemplo, era fraude. Simplesmente fraude. Nada mais que fraude.

    Como fraude ocorreu ao menos uma vez, isto joga um gigantesco ponto de interrogação sobre a obra de Chico Xavier que, segundo o crivo da lógica e avaliação por especialistas, está cheia de erros grosseiros, falácias, conjecturas insustentadas e plágio. Sim: plágio. Puro e simples plágio. Muitos dizem que Chico era um homem iliterato e que não poderia ter cometido plágio, por absoluta ignorância, mas esquecem que Waldo Vieira era seu “parceiro nas psicografias” e que este ultimo é um homem de bastante cultura. Por acaso, era Waldo Vieira era quem reunia todas as “psicografias” e datilografava tudo, segundo suas próprias palavras. Não me parece exagerado pensar que ele simplesmente inventou tudo, como também inventou a Conscienciologia e seus muitos dicionários de termos pseudo-cientificos.

    • Richard Gomes 23/02/2016 às 17:27 #

      Quem criticava heliocentrismo e/ou queimava bruxas na Idade Média eram religiosos, e não céticos. Quem mata em nome de divindades são religiosos, e não céticos. Suas assertivas são não somente falaciosas, mas bastante desinformadas.

      Sua afirmação de que cientistas não criticam de graça novas idéias é bastante procedente. Mas não se contém em criticar abertamente idéias já sabidamente demonstradas improcedentes.

      Newton foi reconhecido por sua extraordinária contribuição à Ciência que produziu resultados que mudaram o mundo, e não por sua extraordinária superstição religiosa, que consumiu enorme quantidade de tempo e não produziu qualquer coisa que fosse util.

      Laplace é reconhecido por sua grandiosa obra Mecanica Celeste, onde cria uma nova ferramenta Matemática para explicar os movimentos dos planetas, onde todos influenciam as órbitas de todos; Laplace não é reconhecido por sua superstição religiosa diante de sua ignorância quanto a processos biológicos.

      William Crookes é reconhecido por suas extraordinárias contribuições à Quimica e Física, sendo o inventor do tubo de raios catódicos, que mais tarde deu origem às televisões. William Crookes não é lembrado por suas superstições religiosas espiritualistas.

      E a lista vai longe. Quanto à Kardec, era um homem culto do século XIX, que apoiava pensamento filosófico de origem uns 400 anos anterior à sua época, mas talvez filosofia calcada em pensamentos muito mais antigos. Por exemplo, os egípcios há 3000 anos a.C. acreditavam que o “eu” sobreviveria à morte, uma vez que escaravelhos apareciam onde enterravam-se os mortos. De onde mais poderia vir a vida dos escaravelhos? Daqueles que morreram, logicamente, que possuiam uma essencia de seu “eu” que sobrevivia à morte, logicamente! O que mais poderia ser? Bem… os egípcios talvez soubessem construir piramides, mas não sabiam coisa alguma de genética!

      Quanto aos “fenômenos espíritas” a serem explicados pela Ciência… bem… me parece que o amigo está um pouco desinformado… uma vez que já o foram. Podemos explicar todos os “fenomenos espíritas” através da psicologia e psiquiatria. São meramente fenomenos que ocorrem na mente, sob hipnose ou sob estados alterados de consciência devido à má formação congênita (ou seja: esquizofrenia).

      Já viu o assistente dizer ao médium que deve se lembrar ou não deve se lembrar do que falou ou fez? Pois é: os hipnotizadores fazem exatamente o mesmo sem “invocar” morto algum. Já viu os umbandistas andando sobre brasas? Pois é: os hipnotizadores sobem no peito de pessoas equilibradas entre duas cadeiras. Já viu o médium dizer que é um preto velho? Pois é… uma pessoa sob hipnose é capaz de criar um personagem imediatamente sob o comando do hipnotizador, e mais outro personagem, e mais outro, e mais outro, ao comando do hipnotizador. São meramente fenomenos que ocorrem no cérebro e não requerem qualquer explicação “metafísica transcendental”.

      Se você insistir em explicação “metafísica transcendental”, então mostre como uma partícula ou onda “metafísica trancendental” agiria sobre a matéria. Junte-se aos pesquisadores do CERN e evidencie a existência de tal coisa nos aceleradores de partículas. Demonstre que os resultados que possuimos atualmente são falsos, já que evidenciam que nenhuma partícula ainda não descoberta poderia possuir energia suficiente para provocar desvios maiores que as partículas já descobertas, uma vez que possuimos 15 dígitos de significância estatística em nossos resultados.

      Provavelmente você não vai conseguir tal feito. Mas vamos supor que você consiga. Pois bem: a partir do momento que você demonstra que algo “metafísico trancendental” existe na realidade objetiva que nos circunda… você imediatamente demonstra que tal coisa é, na verdade, real e natural, pertencente ao mundo natural, pertencente ao Naturalismo e, portanto… não tem nada de “metafísico”.

      A tal “metafísica” é, na verdade, pseudo-ciência ou, na esmagadora das vezes, simples **argumento por ignorancia**, ou seja: você não sabe de onde os escaravelhos vem… então eles só podem vir da vida dos que foram ali enterrados… o que mais poderia ser? Argumentação por ignorancia!!!!!

      Não me leve a mal. Na verdade, sou um dissidente do kardecismo. Cresci em família espírita com médiuns na família e, só não me “desconverti” antes exatamente por entender que ninguém de minha familia estaria mentindo. Se não estaríam mentindo…. o que estaria acontecendo? Pois é: demorei décadas para reunir conhecimento suficiente e entender todo o processo. Por isso, não espero que você me entenda e não espero que entenda o processo rapidamente. Ninguém se desprograma desse engodo (a religião em geral) rapidamente. Somos todos programados desde pequeninos a engolir conclusões prontas. Substituimos Papai Noel por papai-do-céu.

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