A ascenção da consciência racial fomenta o racismo?

1 dez
"A mistura das raças" de José Wasth Rodrigues (1891-1957).

“A mistura das raças” de José Wasth Rodrigues (1891-1957).

Ultimamente tem se tornado moda criticar a ideia de que o Brasil é uma democracia racial. Jornalistas e intelectuais preocupados com o social fazem malabarismos para ressaltar a cor e reinterpretar todo tipo de problema pela ótica do confronto racial. Policiais negros batem em banhistas negros, e representantes políticos instituem um passe para pobres pretos, mestiços e brancos (ou seja, a cor é irrelevante, menos para a jornalista que se sente obrigada em mencioná-la) retornando ao apartheid. Alega-se que a sociedade brasileira é essencialmente racista, embora muitas vezes de forma implícita, e que é nosso dever trazer isso à tona e lidar com o problema. Diz-se que “as atuais classes dominantes brasileiras, feitas de filhos e netos de antigos senhores de escravos, guardam, diante do negro, a mesma atitude de desprezo vil,” em uma interminável batalha de brancos versus negros. Cotas raciais vêm sendo estabelecidas em universidades públicas, e agora talvez também no serviço público. Alega-se que estas medidas servem como reparação à injustiças passadas, nomeadamente a escravidão e o genocídio indígena. Tudo isso é defendido com base nas melhores intenções e não há razão para duvidar delas. Mas será que a sociedade brasileira é mesmo mais racista que as outras? Será que essa nova “consciência racial” está realmente diminuindo o racismo? Ou poderia estar piorando?

Quais são as origens do racismo? Há fortes indícios de que o racismo é um resquício de nossa evolução. Por milhões de anos vivemos como caçadores-coletores em tribos pequenas, com cerca de 50 a 150 indivíduos e com um alto grau de parentesco. A atividade da caça exerceu forte pressão para que evoluíssemos estreitos laços cooperativos, e assim aconteceu. Porém o reforço da cooperação entre os membros da tribo trouxe consigo novas possibilidades, consideravelmente menos benéficas. “Lealdade na caça tornou-se lealdade nos conflitos e assim nasceu a guerra” (Morris, 1996). Nossa super cooperatividade evoluída através de milhões de anos sob a pressão da caça nos uniu, mas também nos dividiu. Nossa tribo passou a ser a melhor tribo, enquanto as outras eram vistas, no mínimo, com suspeita.

O nacionalismo e o racismo, para citar dois exemplos, são conseqüências culturalmente nutridas do tribalismo simples. Assim como os Nyae Nyae !Kung consideram a si próprios como perfeitos e impecáveis e as outras nações !Kung como assassinos estrangeiros que usam venenos mortais, civilizações elevaram o amor-próprio ao posto de alta cultura, exaltaram-se por sanção divina e rebaixaram outras com elaboradas histórias escritas falsas (Wilson, 1995).

O que faz com que um indivíduo seja considerado um estranho, um dos outros, um membro da outra tribo? Qualquer característica aparente: língua ou dialeto estranho, costumes distintos, aparência física diferente. Talvez em parte pelo desejo de facilitar essa distinção, surgiu o nebuloso conceito de raça. No início este termo era usado para designar indivíduos de uma mesma linhagem ou descendência. Com a ascenção da ciência na época do iluminismo, raça veio a ter um papel mais proeminente graças ao esforço de classificação dos naturalistas. O conceito foi ampliado e passou a incluir também características comportamentais e psicológicas. Porém a tentativa de definir raças humanas distintas foi largamente frustrada. Darwin explica:

O homem tem sido estudado com mais cuidado do que qualquer outro animal, no entanto há a maior diversidade possível entre  aqueles capazes de julgar se ele deve ser classificado como uma única espécie ou raça, ou como duas (Virey), como três (Jacquinot), como quatro (Kant), cinco (Blumenbach), seis (Buffon), sete (Hunter), oito (Agassiz), onze (Pickering), quinze (Bory St. Vincent), dezesseis (Desmoulins), vinte e dois (Morton), sessenta (Crawfurd), ou como sessenta e três, de acordo com Burke. Esta diversidade de julgamento não prova que as raças não devem ser classificadas como espécies, mas mostra que uma se funde na outra gradativamente, e que é quase impossível descobrir caracteres distintivos nítidos entre elas.

Com o advento da genética descobrimos que tampouco existem marcadores genéticos que permitam dividir seres humanos em raças distintas. Mas nossas emoções irracionais são mais fortes que a razão. A tendência inata de formar  grupos, cada qual certo da sua natureza distinta, continua. Abolimos os horrores da escravidão, mas agora, ao que parece em uma tentativa de reparação, acabamos por insistir na discriminação.

Brancos americanos conscientes lutam desesperadamente para superar seus preconceitos, mas as doutrinações cruéis da infância são difíceis de esquecer. Um novo tipo de preconceito penetra, na forma sutíl da compensação excessiva. A culpa produz um excesso de simpatia, um excesso de gentileza que cria uma relação tão falsa quanto a que substitui. Ele ainda não consegue tratar os negros como indivíduos. Ainda persiste em olhar para eles como membros de um grupo de fora. A falha foi impecavelmente salientada por um artista negro americano que, por ter sido aplaudido de maneira demasiado entusiástica por um público branco, repreendeu-os, apontando que eles sentiriam-se um tanto tolos se ele fosse na verdade um homem branco que tinha pintado o rosto de negro (Morris, 1994).

Há fortes indícios de que o Brasil, em detrimento próprio, começou a adotar a postura (discriminatória) americana descrita acima por Morris. Como vimos, nossos intelectuais e jornalistas já começaram a mostrar esses sinais na forma da crescente “consciência racial”. O governo respondeu a pressão instituindo a política de cotas raciais. Também chamada de discriminação positiva, ela foi criada nos Estados Unidos a partir de 1964. É difícil dizer se ela teve algum efeito na diminuição da tensão racial nesse país. Penso que acabou por aumentá-la. Não escapa a nenhum visitante brasileiro o choque da nítida divisão racial aí existente. Duvido que alguém que se sinta discriminado no Brasil fosse preferir viver no sistema americano.

Mas o que devemos fazer? Se a compensação excessiva é também uma forma de fomentar o racismo e nossos instintos divisórios seguem inalterados, como proceder? Acredito que, sem querer, já estamos no caminho certo. Quase todas as nações são na verdade uma complexa mistura de invasores anteriores, mas em nenhum outro lugar isso é tão aparente quanto no Brasil. Ironicamente, o alto grau da miscigenação brasileira ridiculariza com nossa insistência em discriminar negativa ou positivamente. Nossa cor da pele é um ótimo exemplo da inutilidade do conceito de raça. O que nossa política deveria incentivar é a continuação e expansão dessa miscigenação, assim como o abandono da prática pseudocientífica de classificar nossa espécie em raças. 

Vou ir além e sugerir que esperança e orgulho e não desespero são o legado definitivo da diversidade genética, porque somos uma única espécie, e não duas ou mais, um grande sistema de procriação por meio do qual os genes fluem e misturam-se em cada geração (Wilson, 1995).

Update 14/01/2014: Veja mais essa manifestação do pensamento racista entre aqueles que se dizem não-racistas. Não somos dois povos, um branco e um negro. Somos um só onde cada um se relaciona com quem quiser. Sugerir que negros deveriam escolher parceiros negros só faz a Klu Klux Klan morrer de orgulho. Não compre essa retórica da consciência racial; por trás dessa “benéfica” aparência se esconde ódio e sectarianismo.

Referências

Morris, Desmond. O Macaco Nu. 13ª ed. Rio de Janeiro: Record, 1996.

Morris, Desmond. The Human Zoo. London: Vintage Books, 1994.

Wilson, Edward O. On Human Nature. London: Penguin Books, 1995.

Ver também o ótimo documentário da PBS: Race – The Power of an Illusion.

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16 Respostas to “A ascenção da consciência racial fomenta o racismo?”

  1. john 01/12/2013 às 21:00 #

    Falou muito e disse pouco. Se você acha que não existe racismo no Brasil, sugiro passear um pouco, visitar outras áreas e tentar ficar entre pobres, negros e brancos. Seu ataque à politics de cotas é frágil. Ninguém sério intelectualmente defende que ela é uma simples compensação pelo passado. Ela é uma forma de colocar negros em cargos e situações mais favoráveis e, com isso, quem sabe mudar a imagem que a sociedade tem deles. Eu não sei se isso funciona, mas seu argumento é fraco.
    Também é fraco usar o fato de que raças não existem, não existe também diferenças genéticas conhecidas com relação aos gays. Vai me dizer que eles não sofrem preconceito por causa disso?

    Quanto à mistura, sim ela acontece. Mas acho que você não está sugerindo controlar a procriação, entao o que propõe enquanto isso? Vai aguardar a miscigenação total antes de fazer alguma coisa? Pra sugerir isso aposto que é branco de olhos claros. Pare de tentar avaliar situações sociais desse jeito raso e usando uma lógica distorcida pela falácia do espantalho. Debata problemas não argumentos selecionados por você pra ridicularizar uma causa.

    • André Luzardo 01/12/2013 às 23:03 #

      John, em nenhum momento afirmei que não existe racismo no Brasil. Espero ter mostrado que ao que parece racismo, infelizmente, é uma tendência inata na nossa espécie. Mas não me parece que vamos combatê-lo com cotas, ao contrário.

      Estou ciente do argumento que você menciona mas considero-o igualmente discriminatório. Ele ainda trata negros como “outros” e “diferentes”. É particularmente pernicioso por mudar o foco da atenção e deixar de lado o verdadeiro causador da desigualdade: a falta de oportunidades iguais para todos. Desigualdade de oportunidades, principalmente financeira, é o que faz com que indivíduos ocupem cargos e posições menos favoráveis, não a cor.

      Enfim, preconceito e discriminação existem sim. Isso só acabaria completamente com a total miscigenação. E nisso o Brasil é o país que está mais avançado. Onde estamos realmente atrasados é em providenciar educação, auxílio financeiro conforme a necessidade, e igualdade de oportunidades para todos.

  2. Andrea Munhoz 02/12/2013 às 08:40 #

    Achei interessante seu artigo, principalmente a abordagem quanto à condição única encontrada no Brasil que está, sim, sendo adaptada a um esquema totalmente distinto do nosso – o do puritanismo estadunidense. Não apenas somos mais miscigenados, mas as ondas de imigração europeia e orientais – apesar de terem criado bairros típicos aqui – não geraram os guetos que são tais comunidades nos EUA. Para uma “reparação”, deveria-se aqui pensar em todas as pessoas carentes de oportunidade, não em raças – e isso, através de incentivos à meritocracia, não em “cotas”.

  3. Fernando 02/12/2013 às 10:34 #

    Camarada simplesmente me envergonho de viver em um país onde existem essas tais cotas. Primeiro só existem negros pobres no Brasil ? Todos os outros são abastados ? Eu por exemplo venho de família humilde e tive que me ferrar de estudar para conseguir algo na minha vida, enquanto inúmeros colegas de infância grande parte negros que estudavamos na mesma escola Pública de passagem só curtiam o centro comunitário o futebol de rua. Estranho será que estavam sofrendo com o sistema desde cedo? O sistema obrigava eles a curtir essa vida enquanto eu me ferrava nos estudos, o sistema proibia – os de frequentar aulas de reforço, bibliotecas acredito que não pois era tudo público. Agora vem esse sociedade metida a politicamente correta fazer toda essa palhaçada, tirar de meu filho a possibilidade de uma vaga em uma Federal pq o filho daqueles “coitados” que viveram comigo no passado não tem condição de passar por conta própria…Simplesmente vergonhoso e mais uma vez como sempre disse vergonha de ter nascido num país como esse.

    • André Luzardo 02/12/2013 às 11:34 #

      Fernando, concordo que não existem só pobres negros. A maioria dos pobres é de cor negra pela nossa horrível história da escravidão. Só não acho que o efeito das cotas seja tão dramático como você coloca. Quem passou a infância toda só jogando futebol e de passagem pela escola não vai conseguir entrar em uma federal nem mesmo com cotas. E se você educou seu filho bem com certeza ele terá ótimas chances não só em ingressar na universidade mas em toda vida, as cotas não irão atrapalhar em nada.

  4. João Pedroso 02/12/2013 às 11:20 #

    Muito bom! Acredito que, para muitas pessoas, seja difícil a compreensão da questão racial de forma imparcial, neutra; muito bem colocada a ideia de compensação, assim como também considero estar certo quando você menciona que há discriminação positiva, ora, discriminar (para quem conhece o verbo) é discriminar. Infelizmente existem alguns assuntos (situações) que a sociedade parece não estar pronta para discutir, há uma certa blindagem que cobre alguns temas, e quando alguém tenta, de forma corajosa, desenvolver um pensamento crítico a respeito, essa pessoa recebe um grande número de clichês, frases prontas, pensamentos engessados, e como de costume, ofensas pessoais. Mais uma vez te dou os parabéns pelo desenvolvimento da ideia.
    Obs.: Já há cotas em concursos de provimento ao funcionalismo público, ao menos aqui no Rio Grande do Sul.
    Começo a seguir o blog e espero encontrar mais ideias independentes, novas.

  5. Washington Alan (@WashingtonAlan) 02/12/2013 às 11:53 #

    Essa expectativa biopolítica de que o negro/racismo desapareça pela mestiçagem já não é uma forma de racismo?

    • André Luzardo 02/12/2013 às 12:04 #

      Por que seria? E não é que o negro ou qualquer outra cor desapareceria, simplesmente haveriam pessoas de todas as tonalidades e características, impossibilitando ainda mais a distinção em grupos raciais. Claro que ainda existiria discriminação contra outros grupos como os estrangeiros. Mas já seria um avanço na questão da raça.

      • Washington Alan (@WashingtonAlan) 02/12/2013 às 12:46 #

        Por que seria? Porque essa biopolítica de mestiçagem/branquização é uma das sutilezas mais perversas do racismo assimilacionista brasileiro pois nega-se ao negro sua própria identidade étnica-cultural.

      • André Luzardo 02/12/2013 às 12:52 #

        Mas e quem disse que vai branquear o negro? Com pelo menos 60% da população brasileira sendo de cor negra seria muito mais justo falar em morenização do branco! Além disso, não acho que as pessoas queiram se definir pela cor da sua pele ou por onde os seus tataravós vieram. Aqueles que consideram importante manter a “pureza” de sua cor não deixam de ser também racistas.

  6. Caruê Gama Cabral 02/12/2013 às 15:54 #

    Gostei do texto, existe racismo aqui e nos EUA no entanto é demasiado evidente que aqui as pessoas se misturam. A 20 anos o casamento inter-racial era um tabu nos EUA, seria difícil delimitar quando tal união foi tida como horror no nosso Brasil.
    E notório o degrade da nossa população, esta é uma prova de que nossa sociedade não é tão racista quanto muitos defende.
    Vendo um post referente ao racismo que incluía duas imagens, um grupo de garis e uma formatura de medicina. Todos já devem imaginar que na Bahia mesmo com um percentual de negros elevado, quase todos os médicos eram brancos ou pardos. No entanto os negros não foram barrados por serem negros, foram barrados por terem uma educação ruim na medida em que estudaram em colégios públicos de baixa qualidade. Porque seus Pais não tinham condições de pagar colégios particulares. Em resumo foram aceitos apenas os vestibulandos com uma educação de qualidade, exatamente oque um vestibular deve fazer.
    As cotas raciais fomentam a discórdia e a rivalidade, como no caso do Fernando, Não existem atalhos o único caminho é melhorar a qualidade do ensino fundamental e médio publico.

  7. Nicolas Ramaux 11/12/2013 às 11:16 #

    Boa análise, André.
    Há anos batalho para explicar para amigos e família que o conceito de “raça” é pseudo-científico, e é impossível repartir a população humana em “raças” definidas, qualquer que seja o(s) critério(s) escolhidos (cor da pele, forma do nariz o dos cabelos, etc.).
    Assim, a primeira vista pareço branco de olhos azuis. Mas, sem voltar muito no passado, acho ancestrais árabes e outros vikings na minha linhagem. Isso faz de mim membro de que “raça”?
    Outra coisa importante: você diferencia o racismo dos estados unidos com o do Brasil com toda razão. Vale salientar um fator de explicação a isso: a história da constituição dessas sociedades. A primeira vista, ambos países foram criados por um processo de conquista violenta e de erradicação dos nativos. Mas uma coisa é fundamentalmente diferente na história da conquista do Brasil com aquela dos Estados Unidos: no Brasil, foi feito no nome de uma religião dentro da qual o conquistadores acreditavam atuar para um bem maior (o Papa chegou até a refletir sobre o fato dos índios terem alma…). O objetivo era mais converter para o cristianismo do que simplesmente eliminar. Enquanto nos Estados Unidos, a única motivação era o posse da terra: os nativos ocupavam um lugar desejado, foram então eliminados sem nenhuma prévia tentativa institucionalizada de convertê-los (a conversão religiosa era a maneira da época de “integrar” populações distintas)..

    Os graus de mestiçagem de ambos países falam por si…

  8. Ana Carolina 17/12/2013 às 09:41 #

    Não acho que a sociedade brasileira seja mais racista que as outras. Apenas que é racista e ponto. A questão colocada é o racismo não explícito. A gente não vê, mas existe racismo, machismo, homofobia… Agora me diga: você, que é branco, homem e hétero, vai perceber algum desses pontos? Ou pra você, que é branco, homem e hétero, o racismo, o machismo, a homofobia não fazem a menor diferença? Eu digo que não fazem. Sabe por quê? Porque nada disso te afeta diretamente. Então, pra você, que é branco, homem e hétero, é mais fácil fechar os olhos para o que acontece ao seu redor e dizer que é tudo invenção de intelectuais preocupados demais com o social. E que é tudo malabarismos desse pessoal intelectual preocupado demais com o social. Pra você, que não vive, não vê, não sente o preconceito, é claro que ele não existe. E todo argumento é só conversa de boteco pra te tirar da sua posição confortável de homem, branco e hétero dominante.

    • André Luzardo 17/12/2013 às 11:10 #

      Ana Carolina, afirmar que minha cor ou sexo me impede de compreender certas coisas também não deixa de ser racismo e sexismo. Volto a afirmar que é claro que existe racismo e que este deve ser combatido. Porém também existe uma tendência, comum em movimentos sociais, de interpretar cada desvio na igualdade numérica entre brancos e negros como racismo. É essa tendência que eu considero falaciosa. Dizer que isso é um racismo “implícito” não explica nada, é uma afirmação não-falsificável nos termos de Karl Popper, parecida com a afirmação igualmente vazia “deus só ajuda quem tem fé”. É claro que existem diferenças gritantes no número de brancos e negros em universidades por exemplo, mas isso é racismo? Não há nenhum mecanismo de exclusão baseado na cor. Há contudo muitos mecanismos de exclusão baseados na condição sócio-econômica. Enquanto certos intelectuais e movimentos sociais perdem tempo e energia lutando contra o inimigo invisível do racismo “implícito”, as barreiras sócio-econômicas continuam intactas, impedindo a quebra do ciclo da pobreza (que vem desde os tempos da escravidão) e o acesso a universidade, emprego, etc.

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  1. Racismo por todos os lados | Blog Cético - 16/12/2013

    […] Meu tratamento sobre a questão do racismo foi um exemplo do fascínio que esse tópico ainda suscita: em apenas um dia o Blog Cético recebeu quase 4 mil acessos, sendo que normalmente os acessos diários não passam de 20 ou 30. Como não poderia deixar de ser, o post também recebeu fortes objeções nos comentários do blog, no facebook e em conversas pessoais, o que é muito positivo. […]

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