Quem Somos

O Blog Cético é uma plataforma independente que reúne blogueiros céticos e racionalistas. Céticos científicos e racionalistas acreditam que a melhor maneira de se obter conhecimento é através do método científico.

Novos blogueiros são sempre bem-vindos. Se você tem interesse em contribuir, regular ou esporadicamente, envie o seu texto para ndrluzardo “arroba” gmail “ponto” com.

Gostaria de propor para apreciação favorável do leitor uma doutrina que pode, temo, parecer bastante paradoxal e subversiva. A doutrina, nesse caso, é a seguinte: não é desejável acreditar em uma proposição quando não existe nenhum fundamento para supô-la verdadeira. –Ensaios Céticos, Bertrand Russell

Se a ciência fosse explicada para o público de uma forma acessível e emocionante, não haveria espaço para a pseudociência. Mas há uma espécie de lei de Gresham na cultura popular onde a ciência ruim expulsa a boa. E por isso eu acho que a culpa, em primeiro lugar, é da nossa comunidade científica por não fazer um trabalho melhor de popularização da ciência e, segundo, dos meios de comunicação, que são neste quesito quase uniformemente terríveis. Todo jornal nos Estados Unidos tem uma coluna de astrologia diária. Quantos têm pelo menos uma coluna semanal de astronomia? E eu acredito que também é culpa do sistema educacional. Não ensinamos como pensar. Esta é uma falha grave que pode até mesmo, em um mundo equipado com 60.000 armas nucleares, comprometer o futuro da humanidade. –Carl Sagan

5 Respostas to “Quem Somos”

  1. Paulo Maciel 20/08/2014 às 15:26 #

    GABRIEL, GOSTEI DO TEXTO SOBRE A ISLÂNDIA, MAS ESTRANGEIRO SE ESCREVE COM S E NÃO COM X. ABRAÇO, PAULO

  2. Homero Milton Franco 22/09/2015 às 18:12 #

    Críticas ao que afirmou Sérgio Felipe de Oliveira sobre cérebro e mente.
    Por Blog Cético: https://ceticosblog.wordpress.com/about/
    Defesa daquilo que Sérgio Felipe de Oliveira não disse, mas poderia ter dito
    Por Maioridade Espiritual: http://maioridadespiritual.blogspot.com

    Não iremos repetir aqui por ser demasiadamente extensa a argumentação empobrecida apresentada pelo Blog Cético ao desejar problematizar sobre a palestra apresentada pelo médico Sérgio Felipe de Oliveira a uma plateia da Universidade de Caxias do Sul, em data recente.
    Iremos no ater apenas ao aspecto cérebro-mente que, na palestra, foram comparados ao computador e seu programa.
    Pobre também a comparação. Porém, nada há ao alcance de quem quer que seja para estabelecer uma comparação entre cérebro humano e mente humana. O primeiro é fotografável, aparece nas lâminas da tomografia computadorizada. A segunda não. É como a dor. Não aparece em nenhuma lâmina como diagnóstico. Por isso deixará de ser reconhecida? O cético sente dor? Então me prove.
    Ouçam-nos (não é bem o caso, pois aqui há uma escrita) os senhores céticos produtores do blog muito bonito. Estamos num tempo cósmico em que nada ficará escondido como ficou por milênios. E nem mesma a ciência conseguirá se esconder atrás de seus métodos.
    O que parece ter sido desejado por SFO (Sérgio Felipe de Oliveira) foi descrever experiências entre as interações elétricas e biofísicas notadamente da glândula Pineal com o organismo humano e nem mesmo explorou todas as possibilidades já evidentes, mas é preciso reconhecer: é tema para muito mais que 60 minutos de conversa.
    O momento científico atual se caracteriza pelo reconhecimento do plano energético que preside a organização dos corpos, sistemas, moléculas, células, conjuntos atômicos, numa clara visão encaminhada de que o mundo verdadeiro está na dimensão acima da biológica. A dimensão biológica é consequência da outra. Aqui se insere a mente.
    Trabalho num hospital (Centro de Apoio ao Paciente com Câncer – Florianópolis, SC) em que a medicina vibracional (essa mesma que atua no plano energético) atuou e atua em milhares de curas inexplicáveis pela medicina material, porque não trata quimicamente, não opera fisicamente e, no entanto, comprova por exames laboratoriais que a doença não está mais ali.
    Se isso não for prova científica, rasgue o diploma dos médicos que assistem tais pacientes.
    Bem, ficou faltando um pedaço da notícia: as mentes que atuam no plano energético desses milhares de pacientes são mentes que estão fora de um cérebro, são espíritos desencarnados.
    Também os espíritos não podem (ainda) ser fotografados pelos equipamentos de tomografia, como a dor, a saudade, o medo. No entanto, fazer acontecer e comprovam.
    A mente humana seja ela proveniente de onde for, é autônoma. Então no pode ser comparada com um programa de televisão ou que um arquivo software arquivado na placa de um hardware. É tão majestoso o efeito da mente que torna ainda mais majestosa a sua origem. E aqui sim podemos usar a ilação com o computador para dizer: a pequena mente humana jamais estará em condições de mensurar, conhecer, decodificar a outra mente que se apresenta tão majestosamente nas coisas que produz diante dos nossos olhos.
    Não há cético capaz de afirmar que tudo seja acaso e que possa existir acaso inteligente.

    • Bruno de Oliveira 23/09/2015 às 01:20 #

      Oi, Homero,

      Eu preferiria que você tivesse postado esse comentário diretamente no texto criticado, até para podermos discuti-lo em detalhes, mas tudo bem.

      Acho que no geral você não entendeu a palestra do Sergio e, consequentemente, não entendeu a argumentação que fiz contra ela, por isso, fica aqui o meu convite para que você veja novamente o video e considere novamente o texto.

      Vou dividir por tópicos o que você disse e então comentar.

      1. Você diz que eu apresento de forma empobrecida a argumentação do médico. Um pedido: por favor, prove isso, pois eu realmente pretendi fazer uma descrição fiel do que ele disse, logo, se você for capaz provar que eu estou distorcendo ou ignorando o que ele diz, eu realmente gostaria de saber e reconsiderar o que falei.

      2. Creio que quanto às minhas críticas à analogia do computador você não entendeu bem o assunto: “Pobre também a comparação”, você diz, mas a comparação foi feita pelo médico e não por mim, não lembra? Eu apenas apresentei os problemas de se falar da mente através de analogias corporais. Logo em seguida, você vai ainda mais longe nesse sentido e diz: “O cético sente dor? Então me prove.”, ora, não é preciso provar nada, pois nunca esteve em questão a existência ou não da mente; o que questionei foi a pertinência de se abordar o tema da mente por meio da analogia corpórea; isso não implica que não seja possível tratar da mente por outro modo.

      3. Depois você diz: “Estamos num tempo cósmico em que nada ficará escondido como ficou por milênios. E nem mesma a ciência conseguirá se esconder atrás de seus métodos.” Bem, isso está errado. A ciência não está se escondendo de nada; se ela se escondesse, não poderia ser ciência pela própria definição dessa atividade.

      4. Você diz: “O que parece ter sido desejado por SFO (…) foi descrever experiências entre as interações elétricas e biofísicas notadamente da glândula Pineal com o organismo humano”. Não foi isso o que ele pretendeu fazer, também nem foi o que fez. Repare que ele iniciou a palestra explicando que estava expondo suas pesquisas feitas na USP: “Aí saiu a pesquisa que eu vou mostrar pra vocês e os derivativos dela” (8:20), ou seja, ele não está apenas expondo experiências (tanto que a maior parte da palestra está resumida a uma argumentação filosófica e não a uma apresentação de experiências), mas toda uma pesquisa sistematizada.

      5. Logo depois, você diz: “mas é preciso reconhecer: é tema para muito mais que 60 minutos de conversa.”. Se estou entendendo bem, você está sugerindo que eu estou reclamando do tamanho da palestra ou do fato de que ele deixou de abordar certas coisas. Pois bem, se você estiver mesmo sugerindo isso, então acho que não está entendendo o meu texto: eu estou fazendo uma crítica aos argumentos, quer dizer, à coerência do texto. Eu não acho problemático que uma palestra seja apenas uma súmula de um conhecimento maior, acho problemático que ela seja infundada.

      6. Eu acho bonito que você tenha opiniões próprias e queira as expressar, por exemplo, quando diz:

      “O momento científico atual se caracteriza pelo reconhecimento do plano energético que preside a organização dos corpos, sistemas (…) numa clara visão encaminhada de que o mundo verdadeiro está na dimensão acima da biológica. A dimensão biológica é consequência da outra. Aqui se insere a mente.”

      “as mentes que atuam no plano energético desses milhares de pacientes são mentes que estão fora de um cérebro, são espíritos desencarnados.”

      “Também os espíritos não podem (ainda) ser fotografados pelos equipamentos de tomografia, como a dor, a saudade, o medo.”

      “A mente humana seja ela proveniente de onde for, é autônoma.”

      A despeito disso, enunciar as teses em que você acredita não valida nenhuma delas e, a bem dizer, também não me interessa muito. No que diz respeito à ciência e à filosofia, estou preocupado apenas com aquilo que pode ser provado. Para cada uma dessas expressões gratuitas de suas crenças cabe a mesma palavrinha mágica: prove.

      7. Em seguida você levanta um problema interessante:

      “Trabalho num hospital (Centro de Apoio ao Paciente com Câncer – Florianópolis, SC) em que a medicina vibracional (essa mesma que atua no plano energético) atuou e atua em milhares de curas inexplicáveis pela medicina material, porque não trata quimicamente, não opera fisicamente e, no entanto, comprova por exames laboratoriais que a doença não está mais ali.
      Se isso não for prova científica, rasgue o diploma dos médicos que assistem tais pacientes.”

      Responderei por partes.

      Primeiramente, a falta de explicação pela medicina não implica que não sejam possíveis explicações pela medicina, apenas que elas não existem atualmente.

      Segundamente, existem muitas explicações sobre remissão de doenças pela medicina tradicional, porém, considerar meramente o conceito de placebo já te ajudaria a pensar vários dos casos que você conhece.

      Além disso, o fato de que alguém faz uma “cura espiritual” sobre um paciente e a doença some não é prova científica da efetividade dessa cura de maneira nenhuma. Para fornecer provas, a ciência depende de um ambiente de controle dos casos analisados, de encontrar o fator que causaria a cura (e não simplesmente supor que a correlação entre cura espiritual e cura real seja também uma relação causal direta entre um e outro), além de muitas outras coisas que talvez você já saiba.
      Por fim, caso algum médico apele unicamente para esse tipo de coisa espiritual para curar seus pacientes, de fato, eles deveriam ter seus diplomas rasgados ou, no mínimo, deveriam ser denunciados ao conselho regional de medicina mais próximo.

      8. Por último, você diz: ” Não há cético capaz de afirmar que tudo seja acaso e que possa existir acaso inteligente.”. Bem, essa é uma caricatura do ceticismo; o cético não quer defender uma metafísica. Você está equiparando ceticismo e materialismo, mas as duas coisas são diferentes de maneira geral e diferentes dentro de meu próprio texto (eu expliquei a definição de ceticismo que utilizei logo na introdução).

      Creio que isso cubra quase toda a sua fala, se achar que deixei de responder algo, avise-me.

  3. Rogerio de Araujo 18/10/2015 às 19:46 #

    Estamos realmente vivendo o fim dos tempos, acredito que o fim dos tempos da razão, o extermínio da racionalidade humana, algo deve ser feito em caráter de urgência na educação brasileira e global, este “blog” é um instrumento educacional de precioso valor e devemos consulta-lo e pedir ajuda para que possamos iluminar como na “Renascença” uma luz sobre as mentes de nossa humanidade, como médico e psiquiatra, estudei muito a mente humana ao ponto da exaustão, me assusto com que ouço inclusive em Congressos da minha área, assisti a tese de doutorado do Dr Alexander Moreira, inclusive me ofereci para fazer parte de seu grupo de estudo na USP na época, ouvi no dia da apresentação de seu trabalho e tese os elogios e críticas dos professores da banca examinadora, conheço pessoas que fizeram parte de seu grupo, a Federação Espírita estava em peso prestigiando sua apresentação, atualmente posso dizer que me assusto com o vulto, dimensão e rumo desta “ciência” onde a simples presença de um profissional que possui as credenciais necessárias para participar de um grupo de estudo como esse se ofereça gratuitamente e o que vimos são participantes de uma religião dentro das paredes da USP em contrapartida. As crendices e crenças estão além das paredes da religião e acho que não estamos à mais nenhum passo da instituição do charlatanismo.

    Dr Rogério de Araújo,

    • Bruno de Oliveira 20/10/2015 às 12:51 #

      Oi, Rogério,

      Obrigado pelo elogio.

      Há mesmo muita penetração da pseudociência no campo científico e acho que o seu pessimismo tem razão de ser, mas creio que essa penetração só existe porque hoje a ciência é um valor e isso é positivo de vários modos.

      Os espíritas, tanto hoje quanto à época da formação de sua religião, querem ser cientistas porque sentem que a ciência “dá resultados” e constrange racionalmente suas crenças fazendo com que pareçam mitologias sem valor. Eles não querem ser crentes em mitologias, mas pessoas sensatas que creem em algo verdadeiro, por isso tentam atribuir um valor comumente aceito às suas crenças mitológicas.

      Acho terrível que eles busquem contaminar a ciência com sua religião porque isso, além de ignorar o significado da ciência, não ajuda em nada a ciência.

      Particularmente, acho que essas iniciativas devem ser combatidas, mas, se possível, devemos também tentar orientar e educar quem as faz, pois não somos inimigos, apenas discordantes.

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