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Por que não critico Israel?

20 jul

Cada vez que um novo conflito irrompe entre Israel e Palestina, chovem fortes críticas a Israel. No momento em que escrevo este post está ocorrendo uma nova onda de críticas contra o país sobre uma nova lei que alegadamente estabelece Israel como um Estado exclusivamente judaico. Muitas críticas parecem válidas, mas por ser um tópico altamente carregado é muito difícil para os não-experts separar quais são as críticas legítimas e quais são as motivadas por tribalismo ideológico. Para ajudar a pensar de maneira racional sobre o tópico, traduzi este texto de Sam Harris, um dos pensadores mais racionais que conheço. Harris faz menções ao conflito da época, de 2014, mas sua análise vai bem mais além. Recomendo também o recente episódio (em inglês) “The Middle East Conundrum” do podcast Analysis da BBC, que apresenta uma análise bem balanceada sobre o tema.  Continue lendo

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O medo irracional dos pesticidas

3 jul

O projeto de lei que trata sobre o uso dos pesticidas (PL 6.299/2002) suscitou reações extremamente negativas na mídia, assim como várias alegações sobre o uso e efeito destas substâncias que, se verdadeiras, seriam extremamente alarmantes. O El País chamou o projeto de lei de “operação para afrouxar ainda mais a lei de agrotóxicos” em uma matéria repleta de críticas negativas e alegações fortes como a de que o Brasil é “bastante permissivo” com agrotóxicos, permitindo, segundo ela, muitos que já foram proibidos em outros países. A BBC News Brasil, geralmente bem moderada e embasada (mas nem sempre), publicou uma matéria um pouco mais imparcial mas ainda assim com uma manchete bastante alarmista: “na contramão de Europa e EUA, Brasil caminha para liberar mais agrotóxicos“. Organizações de ativistas apelidaram a proposta de “PL do veneno” e publicaram uma análise onde afirmam, entre outras coisas, que o Brasil “é o líder do ranking mundial de consumo de agrotóxicos” e conclui que com a nova lei “a saúde humana e o meio ambiente saem perdendo, enquanto as empresas de agrotóxicos e os grandes produtores agrícolas aumentam seus lucros”. Continue lendo

O misterioso caso da transubstanciação da BBC Brasil em Superinteressante

29 jun
Parece que a BBC Brasil resolveu dar uma de Superinteressante e publicar uma matéria completamente acrítica sobre o suposto “fantasma de Enfield”. Segundo ela, esse é o fenômeno paranormal “mais bem documentado” do Reino Unido, onde “até hoje, não se sabe qual a explicação científica para o que ocorreu”, e portanto “muitos acreditam que o fenômeno ocorrido com a família Hodgson se tratava realmente de um fantasma.” É impossível ler a reportagem e não sair com a sensação de que esse fenômeno realmente apresenta um desafio ao nosso conhecimento científico atual.

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Universidades estão revivendo a noção de heresia

6 dez

A “não discriminação” tornou-se a nova ortodoxia nos centros de aprendizagem que deveriam promover a diversidade de opinião

Por Roger Scruton. Publicado originalmente no jornal The Times.

As religiões proporcionam o sentimento de pertencer a uma comunidade. Elas enchem o vazio no coração com a presença mística do grupo, e se não fornecem esse benefício elas murcham e morrem, como as religiões do mundo antigo durante o período helenístico. É, portanto, parte da natureza de uma religião se proteger de grupos rivais e das heresias que os promovem. Continue lendo

Políticas públicas após a utopia

17 nov

Por Will Wilkinson, Vice Presidente de Políticas do Centro Niskanen. Publicado originalmente no blog do Centro Niskanen.

As pessoas muitas vezes me perguntam como a filosofia do Centro Niskanen difere do libertarianismo padrão. Normalmente, eu digo algo substantivo e relacionado a políticas, como “Pensamos que o Estado de bem-estar social e os mercados livres funcionam melhor juntos e que a hostilidade ao ‘Estado grande’ pode ​​ser contraproducente e nos deixa com menos liberdade”, ou algo assim. Esse é o tipo de contraste que as pessoas geralmente estão procurando. Mas eu nunca fico realmente feliz deixando isso assim.

Por que não? Porque esse tipo de resposta é realmente bastante superficial. Não chega ao centro da questão. Por exemplo, não abarca o que considero ser a natureza do erro intelectual envolvido na rejeição libertária padrão do Estado de bem-estar social. Há uma questão intelectual mais profunda sobre como teorizar sobre política, e não tem nada em particular a ver com o libertarianismo. Tem a ver com a utilidade de algo que os filósofos políticos chamam de “teoria ideal”. Continue lendo

Quão confiáveis são os exames de DNA e outros de local de crime?

18 jun

O sistema de justiça criminal tem um problema chamado criminalística. Essa foi a mensagem que ouvi no Forensic Science Research Evaluation Workshop, nos dias 26 e 27 de maio na AAAS (American Association for the Advancement of Science) em Washington, DC. Eu fiz uma palestra sobre pseudociência, mas em seguida ouvi com preocupação como os muitos campos da ciência forense que eu acreditava serem confiáveis (DNA, impressões digitais, etc) na verdade utilizam técnicas não confiáveis ou não testadas e apresentam inconsistências entre avaliadores de evidências. Continue lendo

Ceticismo e Política

23 jan

Por Barry Fagin. Publicado originalmente na Skeptical Inquirer em Maio/Junho de 1997. 

Qual é a conexão entre ceticismo e política? Quais são as políticas apropriadas para um cético? Ser cético dita automaticamente a perspectiva política de alguém, ou há pontos de vista alternativos consistentes com o ceticismo?

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